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terça-feira, 5 de abril de 2011

CONCEITO Globalização.

CONCEITO Globalização, o conceito que envolve este nome é colocado de diversas maneiras. Segundo Santos (1993, p.15-16: 19), diversos conceitos podem ser citados, como o de aceleração contemporânea, que ele explica, como sendo momentos culminantes na história, onde forças concentradas explodiriam para criar uma nova realidade. Segundo o autor, a aceleração contemporânea impôs novos ritmos ao deslocamento dos corpos e ao transporte das idéias, acrescentando novos ritmos a história. Ainda do mesmo autor a teoria do tempo mundo e espaço mundo descreve que o espaço se globaliza, mas não é mundial como um todo senão como metáfora, todos os lugares são mundiais mas não há um espaço mundial. Quem se globaliza mesmo são as pessoas. O autor ainda procura colocar a globalização sobre dois aspectos, o primeiro é a globalização sob um sistema de relações, em benefício de maior número, baseado nas possibilidades reais de um momento histórico; outra coisa é um sistema de relações hierárquicas, construído para perpetuar um subsistema de dominação sobre outros subsistemas, em benefício de alguns. CARACTERÍSTICAS Bueno (1996, p.21-37), coloca que a globalização se caracteriza principalmente por doze pontes de ruptura identificados a seguir e que traçam limites entre o antigo e o novo, são eles: 01 - Comunicação instantânea - A infraestrutura de telecomunicações e informática, torna extremamente ágil as comunicações, tornando-as globais e instantâneas. 02 - Comércio internacional crescente - O comércio global é uma realidade, produtos de alto valor agregado e baixos preços são encontrados facilmente em lojas diversas. A globalização da economia é uma realidade. 03 - O crescimento da sociedade de serviço - É crescente a migração da capacidade profissional, para a área de serviço que desponta com grande potencial de emprego. 04 - O robô assume as atividades repetitivas - Estudos indicam que em 2005 a quantidade de robôs estará na marca de 10 milhões. 05 - 90% dos empregos estarão situados em empresas com menos de 50 empregados - As empresas gigantes estão em vias de sepultamento, lentas, sem sintonia. A desvinculação dos objetivos coorporativos, ajudam a extirpar um modelo organizacional centralizado e burocrático. 06 - A era do trabalhador Flexível, virtual e que faz diferença - A empregabilidade exigirá que as pessoas saiam da zona de mediocridade, da cultura do “mais ou menos”, e se destaquem pelo seu profissionalismo, pela sua tecnologia, pela sua maturidade, pelo seu nível de consciência, pela sua energia e também pela sua lucidez em apresentar soluções factuais, viáveis e impactantes. Sem esses requisitos, suas condições de empregabilidade extinguem-se. 07 - As mulheres no comando - As mulheres participam efetivamente da construção de uma mente mais aberta e sensível, com conseqüências muito positivas no que se refere a humanização do trabalho. 08 - O crescimento da pobreza, a falência da educação e o enfraquecimento da família - A maior parte da população mundial vive em estado de miséria. As perspectivas mostram que a concentração de renda insiste em se perpetuar, valendo para pessoas e nações,somando-se a isso a decadência da educação e dos costumes, a impunidade e a fratura da família. 09 - China: nosso inferno astral - A China possui uma economia de exportação, salários baixos, trabalhadores abnegados e ainda baixos impostos, o que permite produtos com baixo preço e competitivos. 10 - ”Faça você mesmo” - O artesão da era pré-capitalista é polivalente, multifuncional, realiza o próprio trabalho. 11 - A redescoberta da ética - A ética, que é uma verdade pessoal, pede coerência de nossas ações segundo nossa consciência. É preciso ter clareza de valores. 12 - A qualidade subjetiva - Fazer mais com menos e melhor. Johnson (1997, p.9:25), usa algumas citações de comentaristas gerenciais no mundo e coloca que a globalização caracteriza-se pela comunicação instantânea, onde a comunicação se faz instantaneamente de qualquer lugar para qualquer lugar. Johnson diz ainda que, tanto os negócios como as empresas tendem a ser globalizados e cita o consultor e autor John Humble que comenta “As empresas têm de se tornar cada vez mais globais. Quase todas as coisas podem ser feitas em qualquer lugar, por qualquer pessoa, na medida em que o conhecimento flui de forma cada vez mais global para tornar isso possível”. Para Johnson, que comunga com a opinião de Peter Drucker, a globalização, pelo menos da parte dos negócios do nosso mundo, está praticamente concluída, pois nos tornamos um mundo sem nenhum centro permanente.

A GLOBALIZAÇÃO E SEUS EFEITOS

A GLOBALIZAÇÃO E SEUS EFEITOS
O processo de globalização imposto pelo sistema financeiro internacional ao mundo, através dos adeptos do denominado neoliberalismo, forma atualizada de neocolonialismo, vai provocando os efeitos maléficos, denunciados por nós há muito tempo, apesar das promessas enunciadas de benefícios crescentes, por parte dos seus adeptos. A pobreza que se alastra, o aumento frenético do desemprego, a exclusão social disseminada, a criminalidade dominando progressivamente todos os setores da atividade humana, em especial nos países menos desenvolvidos, são conseqüências inexoráveis de tal proceder. Nos casos em que a miséria absoluta tornou-se desesperadora, são realizados movimentos pontuais de perdão parcial de suas dívidas externas e declarações retóricas de dirigentes dos principais agentes da tirania financeira: FMI e Banco Mundo,Contudo, não se iludam com os discursos surpreendentes, até bem pouco tempo atrás, pronunciados pelos Srs. Stanley Fischer, vice-diretor-gerente do FMI,  James Wolfensohn, presidente do Banco Mundial e Enrique Iglésias, presidente do B.I.D. e membro do Diálogo Interamericano. Suas respectivas preocupações com o enriquecimento brutal dos países mais desenvolvidos e de suas respectivas elites não serão transformadas em atos capazes de minorar a atual tragédia vivenciada no mundo. Os dados são estarrecedores. Nos EUA, 1% da população controla 60% da renda nacional. No Brasil, o decil superior (10% mais ricos) apropria-se de cerca de 50% do total da renda nacional. Mas, de fato, só colocaram despidos os governantes que, por exigência do próprio FMI, correm o risco de restringir até verbas sociais para pagar juros das dívidas externas e internas.  A Lei de Responsabilidade Fiscal foi implantada para garantir isto.Tudo vai continuar como era, ou então piorar. Os "gurus" do neoliberalismo pregam que só as fusões são capazes de assegurar o sucesso. Num mundo cada vez mais cartelizado, as principais atividades econômicas estão cada vez mais concentradas na mão de poucas empresas. A experiência mostra que a atividade de comunicações a distância no Brasil vai acabar num monopólio privado, como era monopólio estatal, na época da saudosa Embratel, através de "testas-de-ferro". E pensar que todas as empresas estatais privatizadas no Brasil, incluindo-se aí valores financiados pelo BNDES, "moedas podres" etc., foram vendidas (com o rico filão das telecomunicações) por cerca de US$ 100 bilhões. Agora, no setor transportes, por exemplo nas ferrovias, não houve o ingresso de capitais estrangeiros nas empresas privatizadas, como prometido e o ministério dos Transportes começa a injetar milhões de reais em investimentos, com os escassos recursos brasileiros, para evitar o colapso do setor. Mas isto sem alterar as condições de geração do lucro que depois será realizado pelos empresários privados, em sua maior parte estrangeiros. O Japão realizou uma fusão bancária que criou o maior banco financiador de trocas comerciais do mundo.  E exemplos semelhantes vão acontecendo em outras partes do mundo. No início, tudo é azul. Depois, virão as conseqüências inevitáveis: fechamento de fábricas, desemprego de milhares de trabalhadores, aumento de preços para os consumidores, imposição de "vendas casadas" e outras. Alguns colegas economistas profetizam que a indústria brasileira terá que tomar o caminho das fusões (que acabam constituindo monopólios)  para sobreviver ao avanço da globalização no atual milênio, principalmente nos setores onde o tamanho é documento, como o de bens de capital e alta tecnologia. E os efeitos são conhecidos: desnacionalização da economia, extinção do Estado Nacional Soberano, destruição do que ainda resta da indústria nacional, desemprego, exclusão social, pobreza, miséria, amputação de direitos adquiridos, retorno do trabalhador à condição de escravo etc.   A união das organizações Globo com as organizações  Folha de São Paulo, para elaboração de um jornal especializado em economia, desde o 2º trimestre de 2000, com a criação de uma nova empresa, com participação igualitária (50% cada) é  um fato digno de ser analisado não só em seus aspectos econômicos, como estratégicos. Antes, ferozes concorrentes, partidários de ideologias antípodas, chegando a Folha a classificar as organizações Globo como "imprensa chapa branca" e, em contrapartida, as organizações Globo alcunhando  a Folha, como "periódico oficial do PT". A edição deste novo jornal representa a aliança entre o grupo líder na TV, com mais de 70% da audiência média no país e o jornal de maior circulação na nação, considerada sua categoria. É a união  de duas das mais poderosas famílias (cerca de sete), que controlam as comunicações no Brasil. E com as perspectivas da abertura do setor de imprensa aos estrangeiros proximamente, considerando projeto de lei em estudo no Congresso, não é demais supor que entrará um grupo estrangeiro na associação com 1/3 das ações, criando-se assim um gigante que terá o monopólio da informação econômica no país. Nos bastidores do mercado  já se anuncia o nome do possível sócio alienígena: "The Walt Street Journal". Se hodiernamente cada um destes grupos já é capaz de derrubar ou nomear ministros, imaginem agora, com a nova situação. É poder demais concentrado em mãos de muitos poucos. E o que fazer  no Brasil para impedir isto, supondo-se que haja vontade política para tal?  Considerando a legislação atual, nada. Nos EUA, há leis rígidas que impedem tal tipo de concentração de poder na imprensa. Ou os grupos que possuem veículos escritos não podem ter veículos de rádio e TV, ou não podem operar em escala nacional e sim regionalmente. Nunca o governo dos EUA    permitiria tal concentração de poder em um ou dois grupos. É muito risco para a forte democracia norte-americana. Lá há no mínimo três grupos poderosos, em igualdade de condições, disputando a audiência palmo a palmo. Há o respeito à divergência de opiniões. Aqui, cada vez mais, caminhamos    para o monopólio das informações, consolidando  a "ditadura constitucional" em que vivemos.

Globalização, será que é para todos?

Globalização, será que é para todos?     Paz sempre foi o principal desejo dos homens. Seria possível durante horas citar hinos e obras de arte que oram por ela. A paz nós almejamos, pois sabemos que a discórdia gera a violência, que sempre extingue vidas humanas. A despeito deste antigo anseio, a humanidade praticamente nunca desfrutou de plena paz. Discórdia e guerra sempre inflamaram ali e acolá.
    Entretanto, etnólogos afirmam que biologicamente o homem está entre os seres vivos mais tolerantes: ele consegue com mais êxito dividir o ar com os de sua espécie do que faria a maioria dos outros seres vivos. A discórdia e a guerra entre os homens não são geradas biologicamente por determinados instintos, mas por arraigados estereótipos culturais. Disso segue que atingir a paz não é impossível, embora - a experiêcia nos ensina sobre isso - dificílima.
    O tema principal de nosso congresso procura uma resposta à pergunta "Globalização - uma chance para a paz?". Primeiramente, será útil examinar um pouco: o que em suma nós entendemos por "globalização"?
    A globalização está entre os mais discutidos conceitos da atualidade. Tem-se as mais diversas posturas a seu respeito, principalmente por ter muitas facetas, tais como: econômica (com ênfase em finanças), ecológica, psicológica, cultural, de comunicação e, não por último, política. Para diversos homens esta ou aquela faceta pode parecer mais essêncial, e a opinião comum a respeito da globalização em suma pode ser definida da relação com aquela faceta.

A verdadeira globalização

 A verdadeira globalização     Sustentar a verdadeira globalização não somente não exclui, mas até  mesmo provoca a resistência a tais fenômenos. Isso pode conflitar com os interesses de grupos econômicos, frequentemente apoiados por países, mas para o objetivo - criação de uma globalização igualitária e democrática, baseada numa interação recíproca dos participantes - vale a pena enfrentar esses conflitos. Uma globalização verdadeira dará uma chance à paz, porque nela todos por direito se sentirão ganhadores. Do contrário, uma  dominação mundial feita por uma restrita elite econômica despertará nos restantes cinco bilhões um sentimento de derrota, e isso invoca reflexos não tipicamente pacificos.
    Para evitar discordia é necessário que os países desenvolvidos mostrem um profundo moderamento no fluxo contínuo do processo de globalização. É necessario que eles lembrem que a pedra fundamental de qualquer cultura é a limitação de si própria.
    Nós esperantistas somos os antigos apóstolos da globalização igualitária, que se alimenta da interação recíproca de culturas. Estamos otimistas também agora, quando os augúrios para atingir tal globalização não são em parte promissores. Resolve "um problema do cérebro humano,/ quem ainda não fez sentir pressão" - rejubilou William Auld sobre a capacidade humana em seu poema "A Raça Menina", que marcou época, há 43 anos atrás. Agora o problema ja faz pressão, e o "cérebro humano" certamente resolverá o problema - mas somente se todos nós participarmos na solução.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Imagens da Globalização





processo da Globalização

O QUE É GLOBALIZAÇÃO ?
PROCESSO
  
 Antes de entender como os países se adaptaram ao processo de globalização, faz-se necessário definir  globalização. Não há consenso sobre um conceito fechado do que seja a globalização e sua origem. Pode-se analisar os fatos que colaboraram para os seu  desenvolvimento e discutir conceitos defendidos por alguns autores. Há uma grande discussão que defende que a globalização teve seu início e começou a desenvolver-se de fato, com a empreitada européia em direção aos outros continentes. Outros defendem que começou ainda antes com a expansão do império romano por Alexandre, o Grande. O Autor Thomas L. Friedman no livro Os Lexos da Oliveira, denomina a globalização como uma vertente da fragmentação da política, que teve seu auge a partir do ano de 1945, com o final da Segunda Guerra Mundial, até 1989, com a queda do muro de Berlim, o que simbolizou o insucesso do Socialismo. O processo de finalização da política bipolar ocorreu em função do final da Segunda Guerra Mundial, que teve seu desenvolvimento baseado em argumentos ideológicos onde havia apenas “ um inimigo” a quem se opor. Dessa maneira, a política externa mundial era baseada em princípios e disputas estabelecidas pelos países líderes dos divergentes sistemas econômicos vigentes naquele momento. A popularização do termo globalização ocorreu em meados de 1980, e rapidamente passou a ser associado aos aspectos financeiros inerentes a esse processo. Dessa forma, o processo de globalização passou a ser considerado como uma constante no mundo moderno. Há que ressaltar que esse fenômeno não se restringe apenas às transações comerciais e termos econômicos, mesmo sendo esses aspectos os principais focos do processo de globalização. Porém, é fato que, além das relações econômicas, esse processo envolve as demais áreas que integram as sociedades, como os âmbitos cultural, social e político. A globalização é um fenômeno amplamente debatido, porém a compreensão das entradas que esse processo oferece às sociedades não pode ser definida, interpretada ou compreendida sem uma profunda reflexão, uma vez que, de acordo com David Held e Antony McGrew:
“Não existe uma definição única e universalmente aceita para a globalização. Como acontece com todos os conceitos nucleares das ciências, seu sentido exato é contestável. A globalização tem sido (quando os altos dos agentes sociais de um lugar podem ter conseqüências significativas para “terceiros distantes”; como compreensão espaço temporal (numa referencia ao modo como a comunicação instantânea vem desgastando as limitações da distância e do tempo na organização e na interação social); como interdependência acelerada entendida como a intensificação do entrelaçamento entre economias e sociedades nacionais, de tal modo que os acontecimentos de um país têm impacto direto em outros; como um mundo em processo de encolhimento (erosão das fronteiras e das barreiras geográficas a atividade socioeconômica); e, entre outros conceitos, como integração global, reordenação das relações de poder inter-regionais, consciência da situação global e intensificação da interligação inter-regional.”*
A globalização caracteriza-se por um processo de integração global que induz ao crescimento da interdependência entre as nações, objetivando um claro entendimento quanto aos princípios desse processo, concordando com a perspectiva de David Held e Anthony McGrew, para uma clara compreensão o seguinte conceito de globalização será adotado:
“É o conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas. O ponto de mudanças é a integração dos mercados numa “aldeia-global”, explorada pelas grandes corporações internacionais. Os Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias para proteger sua produção da concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao capital internacional.

Esse processo tem sido acompanhado de uma intensa revolução nas tecnologias de informação — telefones, computadores e televisão. As fontes de informação também se uniformizam devido ao alcance mundial e à crescente popularização dos canais de televisão por assinatura e da  lnternet. Isso faz com que os desdobramentos da globalização ultrapassem os limites da economia e comecem a provocar uma certa homogeneização cultural entre os países.” *

Uma das nítidas conseqüências do processo de globalização foi o impulso dado a uma transformação nos padrões de interligação mundial, dessa maneira:

“O conceito de globalização denota muito mais do que a ampliação de relações e atividades  sociais atravessando regiões e fronteiras. E que ele sugere uma magnitude ou intensidade crescente de fluxos globais, de tal monta que Estados e sociedades ficam cada vez mais enredados em sistemas mundiais e redes de interação. Em conseqüência disso, ocorrências e fenômenos distantes podem passar a ter sérios impactos internos, enquanto os acontecimentos locais podem gerar repercussões globais de peso. Em outras palavras, a globalização representa uma mudança significativa no alcance espacial da ação e da organização social, que passa para uma escala inter-regional ou intercontinental.” *

Esse fenômeno proporciona maior visibilidade à política interna dos países em um cenário global, com maior velocidade na interação social, passando os acontecimentos a ter um impacto não apenas local, mas mundial em um efeito imediato. De acordo com Nestor Garcia Canclini “a globalização denota a escala crescente, a magnitude progressiva, a aceleração e o aprofundamento do impacto dos fluxos e padrões inter-regionais de interação social.” *

A partir disso, todas as esferas da sociedade passam a sofrer influências oriundas desse processo, integrando aspectos que não possuía na sua gênese.

A confirmação da Globalização

A confirmação da globalização


Sem dúvida esta palavra “globalização” é uma das mais usadas no cotidiano das pessoas e empresas nos últimos anos. Assim, como “stress”, “eco-sustentável”, biodegradável e tantas outras incorporadas no nosso vocabulário mais recentemente.
Principalmente nas 2 últimas décadas este conceito se tornou muito importante e uma realidade na grande maioria dos países, em várias escalas, mas praticamente em todo o mundo, afetando esses países em diferentes escalas. A exceção ainda ocorre nos poucos países com economias ainda “fechadas” por seus respectivos governos e/ou embargos externos, como em Cuba ou a Coréia do Norte, por exemplo.
No Brasil, por exemplo, ela foi sentida bruscamente no início da década de 90, no governo Fernando Collor. Neste período o mercado nacional, até então protegido, foi “aberto” do dia para a noite, concorrendo diretamente com o desenvolvido mercado internacional.
Este fato fez com que muitas empresas nossas quebrassem durante este período de transição. Porém, tal medida era essencial e inevitável de ocorrer, cedo ou tarde, independe do governo que a faria. Foi o tipo de situação que pode-se  incluir naquela famosa frase popular “há males que vêm para o bem”.
Mas o que seria então esta famosa Globalização? Como “ela” poderia ser definida? Qual é a sua importância no dias de hoje? Afinal, vivemos mesmo num mundo globalizado?
É claro! Tudo é globalizado hoje em dia, desde os produtos, a tecnologia, as notícias, as tendências, a cultura e até as doenças, vide a recente gripe suína e o pavor mundial que a mesma causou.
As empresas multinacionais (e nacionais também) buscam as melhores condições de produção para seus produtos, independente do país que tenham que se instalar para isso. Isenção de impostos, infra-estrutura, mão de obra barata, e outros fatores, tudo em busca de menores custos e conseqüente e naturalmente, maiores lucros, base do capitalismo.
Nos dias de hoje, ainda mais com a internet, celulares e outras invenções tecnológicas constantes, notícias, boatos, opiniões e tendências “voam” pelo mundo em poucos minutos, ou seja, isto também é a globalização.
Na Europa por onde vivi um ano, mais especificamente em Dublin na Irlanda, trabalhávamos e convivíamos diariamente com chineses, indianos, poloneses, paquistaneses, espanhóis, eslovenos, brasileiros, italianos, enfim, “o mundo inteiro” convivendo num mesmo local. Isso também é globalização!
E isso que não Dublin não está entre as principais capitais da Europa. Para se ter uma idéia de tal transição, em 2007, foi noticiado por lá que era a 1ª vez na história em que a população de Dublin era na maioria de estrangeiros (52%), restando aos “nativos” irlandeses os demais 48% dos habitantes da cidade.
Nas grandes capitais como Londres, Paris, Berlim, Madri, esse percentual é ainda maior e a integração entre essas diferentes culturas (nem sempre pacífica) ocorre diariamente nos escritórios, táxis, parques, bares, supermercados, ruas e condomínios destas cidades.
Sem querer manter nenhum tipo de preconceito, mas chega até ser difícil imaginar pegar um táxi em Manchester na Inglaterra que não seja dirigido por um indiano e/ou africano, por exemplo. Assim como almoçar numa lanchonete tradicional de Kebab em Berlim ou Amsterdam e não ser atendido por um árabe ou marroquino. Adentrar a um supermercado em Londres e não ser atendido no caixa por um indiano ou paquistanês.
Estas situações mais do que comuns e apenas alguns outros exemplos do que é a globalização e de que como ela funciona atualmente. Creio que outra boa definição deste termo “globalização” está em: “filmes italianos dublados em inglês, com legendas em espanhol nos cinemas da Turquia”, na música Disneylândia do grupo de rock brasileiro TITÃS.
O fato é que este processo de globalização já está consolidado e como o próprio nome já diz, globalmente. Sempre buscando melhores oportunidades, vantagens comparativas, agilidade e benefícios, seja como empresas ou como pessoa física. Mas também pode de outro lado, espalhar notícias e doenças e abrir ou fechar portas a qualquer momento. E aparentemente, este processo não parece ter volta, pelo contrário.